25 de nov de 2011

Cursos de Libras - 2012/1

Olá pessoal!
Quero compartilhar, neste post, os cursos de Libras que estão com inscrições abertas para 2012. Ele será constantemente atualizado, por isso, por favor, se você sabe de algum curso, em qualquer lugar do país, envie por e-mail ou comentário, ok? Obrigada!

olhares.uol.com.br

24 de nov de 2011

O Diagnóstico Precoce da Surdez – qual o lugar da linguagem?

Olá pessoal!
Há algum tempo estou preparando esta postagem sobre o "Teste da Orelhinha", tão comentado e polemizado.
Primeiramente, o que é este teste? Segundo este site é um tipo de  triagem auditiva neonatal, parte de um programa de avaliação da audição em recém nascidos, indicada por instituições do mundo todo para diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos. A Técnica utilizada é a de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs). O Exame é indolor, com a colocação de um pequeno fone na parte externa do ouvido, com a duração por um tempo médio de 3 a 5 minutos.

Como ainda não sou mãe, nunca tinha visto a realização deste teste pessoalmente, até o mês passado. Em 01/10 nasceu meu primeiro sobrinho, Pedro, e quando os pais dele foram levá-lo para realizar o Teste da orelhinha, aos 21 dias de vida do bebê, pedi para acompanhar. Eles deixaram, assim como autorizaram a publicação das fotos da realização do mesmo, para eu poder mostrar a vocês do blog.

Teste da orelhinha do Pedro, aos 21 dias de vida.
O teste foi realizado em um centro clínico de Porto Alegre. O bebê fica no colo da mãe, e a Fonoaudióloga coloca um fone de ouvido no bebê, ligado a um aparelho e a um computador, como vocês podem ver. O aparelho emite alguns ruídos e mede a audição do bebê. Depois e Fonoaudióloga retira o fone e, com o bebê dormindo, realiza alguns testes para ver se ele reage. Com o Pedro deu tudo certo, ele tem uma audição perfeita, mas o que acontece quando o resultado é outro?

Sempre pensei que o Teste da Orelhinha só oferecesse benefícios para o bebê. Porém, em junho, ao assistir uma comunicação da Profa. Dra. Maria Cecília de Moura no INPLA, na PUC-SP, percebi que nem sempre é assim. Segundo ela, muitas vezes, quando o diagnóstico do teste é uma suspeita de perda auditiva, a mãe fica sem saber como agir com o bebê, muitas vezes deixando de se comunicar com ele, e provocando uma ruptura no vínculo entre eles.
Entrei em contato com a Professora Cecília Moura, que gentilmente escreveu um artigo inédito, para o blog, a respeito deste assunto, que publico a seguir.

O Diagnóstico Precoce da Surdez – qual o lugar da linguagem?
Profa. Dra. Maria Cecilia de Moura
Curso de Fonoaudiologia
FACHS
PUC-SP

Se o bilinguismo para Surdos deve ser pensado como uma realidade que possibilitará que os Surdos possam se constituir como seres da linguagem, devemos refletir sobre a época em que eles devem ser expostos à língua de sinais.
Existe um período optimal para a aquisição da linguagem para qualquer indivíduo. Sabe-se que crianças apartadas de uma condição normal de aquisição de linguagem não desenvolverão linguagem de forma normal (RODRIGUES, 1991). Para que isso venha a acontecer é necessária uma relação afetiva num ambiente estimulador. Isso pode vir a não acontecer com bebês surdos que são diagnosticados muito cedo. As famílias, por acreditarem que não serão entendidas pelo seu bebê, sentem-se incapazes de se comunicar com ele.
O bebê precisa ser considerado como alguém que poderá desenvolver linguagem (BOUVET,1990). As funções neurológicas e psíquicas trabalham juntas e há um momento certo para o desenvolvimento da linguagem. Ninguém esperaria que crianças ouvintes sejam expostas tardiamente à linguagem por nenhuma razão. Mas, o diagnóstico precoce da surdez pode fazer com que isso aconteça porque quando a família descobre a surdez de seu filho ela pode parar de falar com ele.
Com o diagnóstico precoce que é feito para que a estimulação auditiva comece o mais cedo possível (via aparelhos auditivos ou implantes cocleares) pode haver uma quebra no circuito de comunicação e se poderá privar a criança de linguagem.
Os especialistas argumentam que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais normal será o desenvolvimento da criança (YOSHINAGA-ITANO, C, 1998). De forma a permitir um desenvolvimento ideal de linguagem oral que não se sabe se irá acontecer ou não os especialistas evitam que uma relação natural mãe/bebê possa vir a acontecer (MADILLO-BERNARD, 2007).
As funções psíquicas e neurológicas trabalham juntas e existe um momento adequado para o desenvolvimento da linguagem (Rodrigues,1991). Ninguém espera que uma criança ouvinte seja exposta tardiamente à linguagem por qualquer razão que seja. Mas, o diagnóstico precoce da surdez pode fazer isso acontecer para os bebês Surdos. Quando é dito a uma família que seu filho “pode” ter uma perda auditiva, os pais podem parar de falar com ele. Isso acontece porque a surdez é algo desconhecido. Como se comunicar com alguém que não escuta?
Afinal, qual a razão do diagnóstico precoce? Ele é feito para que a estimulação auditiva comece o mais cedo possível. São citados exemplos de que o diagnóstico é tardio – mas de quem é a culpa? Não seria o caso dos médicos pediatras serem formados a fim de poderem diagnosticar a surdez frente às perguntas das mães? A escolha foi outra e de forma a “permitir” um desenvolvimento ideal da linguagem oral que ninguém sabe se irá acontecer, os especialistas podem vir a impedir o estabelecimento de uma relação normal entre a mãe e o bebê. Uma relação em que a mãe olha para seu filho, conversa com ele e o considera alguém que virá a ser e não como um estrangeiro com quem ela não sabe se comunicar (RAFAELI, 2004)
Estabelece-se aí um paradoxo: sem esse vínculo que seria absolutamente normal: uma mãe que fala com seu bebê, que considera que seu bebê é alguém que virá a falar, o desenvolvimento de linguagem pode ser seriamente prejudicado e o objetivo que os especialistas gostariam de atingir pode não vir a acontecer.
Os especialistas deveriam compreender o impacto do diagnóstico precoce da surdez no desenvolvimento do bebê Surdo desde que esse diagnóstico está relacionado à forma pela qual a família irá se relacionar e se comunicar com a criança recém nascida.
Essa preocupação não se encontra apenas no Brasil. A França tem se preocupado muito com essa possibilidade de ruptura de vínculo mãe/ bebê, como podemos ver com Madillo-Bernard (2007), psicanalista francesa:
"[...] mas, os psicólogos e psiquiatras especializados em crianças surdas temem que uma triagem e um anúncio no início do primeiro mês comprometam a instalação da relação mãe-criança e o estabelecimento da maternagem. Na ausência de risco vital, uma triagem demasiado precoce (período neonatal) dessa desordem que está ligada à comunicação não traz o risco de ser iatrogênica (i.e.,reação ou doença por efeito colateral), perturbando o processo de vinculação? [...] (p.41)."
Deve-se responder, antes de mais nada perguntas cruciais :
Os resultados sobre o diagnóstico precoce encontrados até agora apoiam o pressuposto de que ele precisa ser feito ao nascimento?
Por que evitar o uso de língua de sinais?
Qual é a garantia de que essas crianças serão iguais às crianças ouvintes como os especialistas afirmam?
Mesmo com boas habilidades auditivas, elas continuarão a ser surdas (sem que se permita que sejam Surdas). Afinal, se ela fizeram um implante coclear é porque são Surdas e não há nenhuma garantia que deixarão de sê-lo CAMPOS, Comunicação Pessoal, 2011).
Elas serão sempre colocadas numa situação de diferença dos ouvintes.
E, mais do que qualquer coisa – elas não estarão preparadas para a discriminação que sofrerão.
A única forma de se lidar com esse problema de forma a minimizar os danos é propiciar à família, de forma especial à mãe, um lugar em que eles possam ser ouvidos e acolhidos.
Logo que possível eles deveriam ter a possibilidade de entender que existem outras possibilidades, isso é, que os Surdos usam Libras, e podem se desenvolver muito bem, independente da oralidade que será algo a mais que lhes possibilitará uma inclusão social mais tranquila, mas que antes de mais nada eles continuarão Surdos. O modelo sueco já mostrou que isso pode ser feito (SVARTHOLM, 2008.). Além disso as famílias deveriam receber orientação em relação ao Surdo como membro de um grupo cultural que carrega uma diversidade e em relação ao papel da língua de sinais no desenvolvimento da linguagem do bebê. (BELLUGGI, 1980; Svartholm, 2008).
É muito importante que os especialistas da área médica e fonoaudiológica que são favoráveis ao diagnóstico precoce e ao implante coclear compreendam que, se existe um período crítico para o desenvolvimento do sistema auditivo (YOSHINAGA-ITANO; SEDEY; COULTER.; MEHL,1998), há também um período crítico para o desenvolvimento optimal da linguagem que pode ser possibilitado para o Surdo pela língua de sinais. Isso é muito importante se desejamos que os bebês Surdos cresçam em condições similares aos bebês ouvintes.
Concluindo desejo dizer que frente a uma realidade que já está presente para tantos pais algumas medidas são urgentes:
  • Apoiar a mãe no momento do diagnóstico precoce.
  • Mostrar as possibilidades e não as impossibilidades.
  • Esclarecer que independente das decisões tomadas (implante coclear, aparelhos auditivos) a relação com o bebê pode se dar de outras formas.
Sabemos que se a criança reage aos pais (e ela o faz visualmente) os pais irão reagir a ele, mas o primeiro passo é dos pais que só o poderão fazê-lo se souberem que seu filho é surdo, mas não incapaz de linguagem.Temos que possibilitar que os bebês Surdos possam crescer saudáveis e capazes de linguagem – os pais não devem parar de falar com eles porque eles não escutam e sim descobrir novas formas de comunicação.
Aos pais um conselho: procurem um fonoaudiólogo que possa explicar as vantagens do aparelho auditivo e do implante coclear (e os riscos também), mas que, antes de mais nada, respeite a comunidade Surda e sua língua. Afinal, seu filho é Surdo.
Bibliografia
BOUVET,D. The path to language. Philadelphia: Multilingual Matters, 1990.
MADILLO-BERNARD, M. Réflexion autour du dépistage précoce de la surdité au regard de la théorie de l'attachement. Dialogue. 2007, no175, pp. 41-48.
RAFAELI, Y. M. Um estrangeiro em sua casa. In: VORCARO, A. (ORG.) Quem fala na língua? Sobre as psicopatologias da fala. Salvador, BA: Ágalma, 2004 Coleção Psicanálise da Criança - vol. 15.
RODRIGUES,N. Organização Neural da Linguagem. In MOURA,M.; LODI,A.; PEREIRA,M. (eds.). A língua de Sinais e a educação do surdo. São Paulo: Tec Art, 1993.
SVARTHOLM, K. Educação Bilíngüe para os Surdos na Suécia: Teoria e Prática. In: MOURA, M.C.; VERGAMINI, S.A.A.; CAMPOS, S.R.L. de. Educação para Surdos: Práticas e Perspectivas. São Paulo: Livraria Santos, 2008.
YOSHINAGA-ITANO, C.; SEDEY, A.L.; COULTER. D. K. ; MEHL, A. L. Language of early and later identified children with haring loss. Pediatrics, 102: 1161-71, 1998

17 de nov de 2011

Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência - Viver sem Limite

Olá pessoal,
Divulgo esta notícia, direto do site da Presidência da República, a respeito da lançamento desta campanha que aconteceu hoje:


Plano beneficia 45,6 milhões com deficiência

17/11/2011 12:59 - Portal Brasil
O Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência - o Viver sem Limite, lançado nesta quinta-feira (17) pela presidenta Dilma Rousseff, favorece a inclusão social e produtiva de cerca de mais de 45 milhões de pessoas no País.  Ao todo, o plano vai investir até R$ 7,6 bilhões em educação, saúde e acessibilidade na área até 2014.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 apontam que 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira. Destas, 12,7 milhões (6,7% da população total) possuem pelo menos um tipo de deficiência severa.
O Viver Sem Limite tem metas para serem alcançadas até 2014, com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões. As ações previstas serão executadas em conjunto, por 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
Na área da Educação, o Plano prevê ações como o transporte escolar acessível, para viabilizar o acesso dos alunos com deficiência às instituições de ensino; a adequação arquitetônica de escolas públicas e instituições federais de ensino superior, com a intenção de dar condições adequadas de acessibilidade; a implantação de novas salas de recursos multifuncionais e a atualização das já existentes; e a oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência em cursos federais de formação profissional e tecnológica.
Na Saúde, o investimento visa ampliar as ações de prevenção às deficiências, criar um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com maior número de exames no Teste do Pezinho. Serão fortalecidas as ações de habilitação e reabilitação, atendimento odontológico, ampliação das redes de produção e acesso a órteses e próteses. Também haverá reforço de ações clínicas e terapêuticas, com a elaboração e publicação de protocolos e diretrizes clínicas de várias patologias associadas à deficiência.
O eixo Acessibilidade prevê ações conjuntas entre União, estados e municípios. O Programa Minha Casa, Minha Vida 2, por exemplo, terá 100% das unidades projetadas com possibilidade de adaptação, ou seja, 1,2 milhão de moradias que podem ser habitadas por pessoas com deficiência. Serão criados cinco centros tecnológicos para a formação, em nível técnico, de treinadores e instrutores de cães-guias em todas as regiões do país. Ações de mobilidade urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e da Copa de 2014 também cumprirão os requisitos de acessibilidade.
O plano prevê, ainda, a implantação de Centros de Referência, com a finalidade de oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social.
Além da SDH/PR, integram o Viver Sem Limite a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência da República e os Ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cidades, Fazenda, Planejamento, Comunicações, Previdência Social e Cultura.
O lançamento inclui uma linha de crédito de R$ 150 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para pesquisa e desenvolvimento (P&D) de tecnologias assistivas.  Além do financiamento da Finep, o governo federal vai subsidiar a compra de próteses e equipamentos para a população de baixa renda. Um catálogo de 1,6 mil produtos para idosos e pessoas com deficiência visual, auditiva, física, intelectual ou múltipla faz parte do projeto.

Linha de crédito para empresas
Do valor total de R$ 150 milhões, previsto para desembolso em três anos, R$ 90 milhões serão destinados a empréstimos (com juros de 4% ao ano) a empresas que queiram dominar tecnologias e criar produtos como próteses ortopédicas, leitores de Braille e cadeiras de rodas com interação com o cérebro da pessoa com deficiência.
Além do dinheiro para empréstimos, R$ 30 milhões ficarão disponíveis para subvenção de inovações de risco tecnológico alto e retorno financeiro incerto. Outros R$ 30 milhões, também não reembolsáveis, serão destinados a projetos desenvolvidos em parceria com universidades e centros de pesquisa.
O desenvolvimento de tecnologias assistivas também pode ser economicamente estratégico. O Brasil tem déficit comercial em produtos e equipamentos para mobilidade, tratamento e acessibilidade de pessoas com deficiência. Só no caso de próteses e órteses, o déficit na balança comercial é US$ 70 milhões anuais, de acordo com o superintendente de Tecnologias para Desenvolvimento Social da Finep, Maurício França.

Extensão do programa
As ações previstas serão executadas em conjunto por 15 órgãos do Governo Federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). 
Na área de educação, uma das propostas é a oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência em cursos federais de formação profissional e tecnológica. Neste eixo, serão investidos, até 2014, R$ 1,8 bilhão.
Na saúde serão investidos R$ 1,4 bilhão para ampliação das ações de prevenção às deficiências, criação de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste do Pezinho. 
Centros de Referência com a finalidade de oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social, também serão instalados no País, com previsão orçamentária de R$ 72,2 milhões. 
Medidas de Acessibilidade também serão contempladas, com investimento previsto de R$ 4,1 bilhões. O Programa Minha Casa, Minha Vida 2, por exemplo, terá 100% das unidades projetadas com possibilidade de adaptação, ou seja, 1 milhão e 200 mil moradias que podem ser habitadas por pessoas com deficiência. 
Serão criados, também, cinco centros tecnológicos para a formação, em nível técnico, de treinadores e instrutores de cães-guias em todas as regiões do País. Atualmente, só existem dois instrutores qualificados no Brasil. 

14 de nov de 2011

Como escolher uma escola para seu filho

Embora o assunto talvez não tenha ligação direta com o blog, resolvi publicar este texto.
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Existem muitas matérias em revistas e sites sobre como escolher uma boa escola para seu filho. Embora eu ainda não seja mãe, resolvi escrever meus critérios, na hora de escolher a escolha para meu filho, a partir da visão de alguém que passou grande parte de sua vida dentro de instiuições escolares, como aluna, graduanda, estagiária e professora. Muitos destes critérios não aparecem nestas matérias.

1) Se informe sobre o salário dos professores daquela instituição. Este é um dos itens mais relevantes. O salário do professor é o principal índice de como a escola valoriza seus principais profissionais, se os melhores são atraídos para trabalhar lá, e se se sentem motivados a estar e continuar lá.
Para saber o salário das escolas particulares, você pode procurar no site do sindicato de professores da sua região. Aqui no RS o site é http://www.sinprors.org.br/. No link "Ranking Salarial" estão listadas as escolas, por modalidade de ensino e região.
Também é importante fazer a pesquisa nas escolas públicas, pois os salários e planos de carreira variam se a escola for municipal ou estadual, por exemplo, e varia de município para município. No site da prefeitura ou secretaria de educação existem estas informações, ou no CPERS: http://www.cpers.org.br/.

2) Se informe sobre o PPP (Plano Político Pedagógico da Escola). Pode parecer uma chatice, mas é no PPP da escola que você vai saber quais valores a escola procura desenvolver em seu ensino, se é ou não religiosa, que valores morais e éticos ela prioriza, que teorias educacionais a escola segue (se é mais tradicional, se procura um ensino onde o aluno é protagonista, se valoriza o trabalho em grupo ou individual). Um bom instrumento para você cobrar, posteriormente, caso ele não esteja sendo cumprindo. Muitas vezes ele é divulgado no site da escola, na agenda ou na secretaria da mesma (peça para enviarem por e-mail).

3) Se informe sobre a acessibilidade na escola. A escola aceita alunos com necessidades especiais de educação? Aceita e promove a diversidade? Possui elevadores, rampas, banheiros adaptados?Nós não sabemos o dia de amanhã, e o que acontecerá se seu filho quebrar a perna, por exemplo? Vai deixar de ir à aula?
Possui intérpretes de Língua de Sinais? Possui uma psicopedagoga? É importante prestar atenção a este item, mesmo que seu filho não se enquadre a estas necessidades, pois demonstra como a escola lida com a diversidade existente no mundo.  Você quer que seu filho aprenda a conviver com as diferenças ou viva em uma redoma?

4) Existe diversidade entre os professores e funcionários? Eu quero que meu filho estude em uma escola onde a diversidade comece pelos professores e funcionários. Quero que, no quadro de professores, existam homens e mulheres, jovens e mais experientes, pessoas brancas, negras, pardas, se possível asiáticas, com visões de mundo diferentes e que os professores tenham liberdade para falar sobre suas convicções aos alunos. Só assim ele aprenderá a argumentar, a refletir, e saberá que as pessoas são diferentes, e isso é maravilhoso.

5) A escola possui uma biblioteca atraente? O mais importante não é o tamanho da biblioteca, mas ela tem de ser atraente, colorida, convidativa, um espaço em que seu filho queira estar. De preferência, com um profissional habilitado para aquilo (com formação para atuar ali - Graduação em Biblioteconomia ou Técnico em Biblioteconomia). Se todos os livros foram muito novos, significa que não estão sendo muito utilizados.

6)  Como é a formação dos professores? Se eu, como profissional, me preocupei em escolher uma boa faculdade, estou sempre estudando e aperfeiçoando minha formação, por que não querer que meus filhos sejam atendidos por pessoas qualificadas? Embora muitas pessoas pensem que educar é um dom, ser professor é uma profissão, que precisa de muito mais do que simpatia e boa vontade. Falo isso porque já recebi muitos convites de escolas (particulares, principalmente) a atuar em áreas que eu não tinha nenhum conhecimento ou formação. Também tive muitos colegas que atuavam em áreas diferentes do que eram formados ou, simplesmente, não eram formados (porque o salário de um estagiário é muito menor do que de um professor FORMADO). Algumas escolas divulgam o quadro docente de seus professores, eles tem páginas pessoais, blogues, ou indicação de formação. Procure o nome e sobrenome deles e jogue no google. Muitos sindicatos mantêm um quadro de currículos. Se constarem no Currículo Lattes (http://lattes.cnpq.br/) melhor ainda.

7) Outros - Muitos outros critérios devem ser vistos, como o material pedagógico, espaço escolar, distância entre a escola e a casa, segurança, lanche, atividades extra-turno, arborização, espaço para atividades esportivas, reuniões de pais, procedimentos para problemas de indisciplina (eu, por exemplo, quero uma escola que puna os alunos que briguem, desrespeitam professor, colem nas provas....), além do diálogo e da 2ª chance. Mas o aluno tem que ter limites, sim, não pode ser o reizinho da escola e nem ficar impune quando desrespeite o regulamento da mesma.
Ok, dificilmente encontraremos uma escola que atenda a todos os requisitos. Faça uma lista, então, dos requisitos indispensáveis, e escolha a escola que mais se aproxime do que você deseja para seu filho, aquela que mais se aproxima da educação que você pretende dar em casa. A escola não é responsável pela educação de seu filho, os responsáveis são os pais, mas ela pode e deve ser uma grande parceira da família nesta difícil tarefa.

Abraço e boa sorte,
Vanessa de Oliveira Dagostim Pires.

7 de nov de 2011

Ainda dá tempo de conferir as Aventuras no Reino Surdo!

Dia 9 agora, quarta-feira às 16h na Casa de Cultura Mario Quintana
será a última apresentação dessa peça!

Conforme divulgamos aqui: não perca esse espetáculo! Com muita aventura, luz, sombra e diversão, As Aventuras no Reino Surdo tem tudo o que uma história tem que ter: um reino, uma princesa, um cavaleiro e um dragão, além de outros personagens muito divertidos. Não vou contar mais porque senão vou tirar a curiosidade de vocês, hehe! (Ah, os ouvintes contam ainda com a personagem A Voz, e com efeitos sonoros o tempo todo). Abaixo mais algumas fotos que tirei na primeira apresentação. Quem assistir comenta aqui o que achou, beleza?


O Signatores tem página no Facebook: http://www.facebook.com/#!/Signatores! Ali você pode saber mais sobre o grupo e suas atividades.

Bjo, pessoal!
Boa semana pra nós!
Laura.

2 de nov de 2011

Promoção "Diálogos" - Novembro

Olá pessoal, tudo bem?
Como prometido hoje lançamos mais uma promoção no Blog Vendo Vozes.

Como este mês está acontecendo, aqui em Porto Alegre, a 57ª Feira do Livro, para participar da promoção você deve fazer um comentário neste post com a indicação de um livro que você goste, de qualquer assunto. O comentário deve ter o título e o autor do livro, além de seu nome e e-mail.

Professora Otília e Professora Cátia no lançamento do livro - Celsul, 2010.

Prêmio: Um exemplar do livro "DIÁLOGOS ENTRE LINGUÍSTICA E EDUCAÇÃO", Organizado pelas professoras Otília Lizete Heinig e Cátia de Azevedo Fronza (Editora Edifurb, 2010).
Sobre o livro:
O livro traz um conjunto de doze textos que representam uma parcela de estudos na área da Linguística e da Educação que voltam seu interesse ao contexto escolar, no qual a linguagem desempenha um papel essencial nos processos de ensino e de aprendizagem. Os artigos abordam temas como processo de ensino e de aprendizagem nas práticas escolares, inclusive na educação de surdos e alunos com Síndrome de Down, por exemplo.
Autores:
Ana Carolina Perrusi Brandão  

Ana Maria de Mattos Guimarães 
Ana Ruth Moresco Miranda 
Bárbhara Elyzabeth Souza Nascimento 
Carla Suzana Frantz e Cátia de Azevedo Fronza 
Hilário Inácio Bohn 
Leonor Scliar-Cabral 
Lodenir de Alcino Rangel 
Márcia Regina Alvdes Gondim 
Maristela Pereira Fritzen 
Miliane Nogueira Magalhães Benício  
Osmar de Souza 
Otília Lizete de Oliveira Martins Heining 
Rafaela Fetzner Drey 
Stella Maris Bortoni-Ricardo 
Telma Ferraz Leal 


O sorteio será no dia 30/11/11. Por isso corra e participe! Você pode enviar quantos comentários quiser.

Abraço e boa sorte!

1 de nov de 2011

Sorteio da Promoção do Blog Vendo Vozes

Olá queridos, tudo bem?

Estou aqui para comunicar que já temos um ganhador da promoção de 4 anos do Blog Vendo Vozes, que estava sendo divulgada aqui!


Cada comentário recebeu um número, por ordem de postagem, e o sorteio foi realizado de maneira eletrônica, neste site.

O ganhador foi o EDMARCIUS CARVALHO, que já recebeu um e-mail nosso com as instruções para receber, em casa, o livro "Vendo Vozes", de Oliver Sacks (ótima leitura, inclusive). Parabéns!!! 

Obrigada a todos que participaram da promoção, e fiquem ligados porque amanhã daremos início a uma nova. NÃO PERCAM!!!