30 de set de 2008

A construção de Histórias por alunos surdos: aprendizagem coletiva


Disponibilizamos o artigo "A construção de histórias por alunos surdos: aprendizagem coletiva", por se tratar de um assunto interessante, e trazer valiosas sugestões e considerações para quem estuda e trabalha com alunos surdos, embora a idéia também possa ser aplicada com alunos ouvintes.

Autores: Ivani Rodrigues Silva e Rosana Cheffer
Fonte: Revista ETD - Educação Temática Digital

RESUMO:

As pessoas surdas têm sido consideradas, recentemente, como parte de grupos lingüísticos bilíngüesminoritários e o processo da aquisição do português, por esses grupos de estudantes, tem sido objetode muita reflexão. Este estudo apresenta o trabalho realizado pelo Programa Escolaridade e Surdez doCEPRE/Unicamp, e tem como objetivo discutir o processo de construção de escrita coletiva de umlivro por um grupo de adolescentes surdos, a partir do próprio interesse do grupo de fazerem umahistória em conjunto. O trabalho com o grupo ocorreu em três estágios: no primeiro, ocorreu adiscussão e escolha do tema; no segundo, iniciou-se a redação conjunta da história e os tópicosrelativos a cada capítulo, para que os estudantes tivessem uma visão global do texto; e, no terceiroestágio, ocorreu a completa elaboração do livro incluindo o seu acabamento estrutural. No final doprocesso, foi verificado um aumento considerável do interesse dos alunos pela escrita, e os estudantespuderam vivenciar, de um modo significativo, os usos das convenções da linguagem e dos sentidosdas palavras quando em diferentes contextos.


Para acessar o documento, [CLIQUE AQUI]

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PARABÉNS PARA NÓS!!! Esta é a 100ª postagem do nosso blog! Obrigada a todos!

Vanessa

26 de set de 2008

Pensando sobre inclusão...


Tenho pensando muito ultimamente sobre o que realmente significa a palavra "Inclusão". Quando se trata de Educação de Surdos e Inclusão, logo os ânimos se alteram e quem é a favor se debanda para um lado e quem é contra, para o outro. Todos os lados têm suas justificativas muito bem embasadas. Mas quando pensamos em escola especial para surdos, dessas que eu já conheci e que você conhece, feita de gente, a palavra inclusão salta o tempo todo. Quem foi que disse que escola especial é o contrário da escola inclusiva?
Das escolas especiais que conheço, pelo menos meia dúzia, seja privada, estadual ou municipal, todas elas são muito inclusivas. Em todas elas haviam alunos surdos, que antes de surdos são humanos. E humanos são diversos.

As escolas especiais para surdos atendem alunos surdos, mas que, muitas vezes também tem outras dificuldades, ou, "diferenças": dificuldades de locomoção, hiperativos, com dificuldade de aprendizagem ou super-dotados; autistas, disléxicos; surdo-cegos; pobres e ricos; com famílias presentes ou órfãos e abandonados. Como qualquer escola. Por isso, a escola especial é altamente inclusiva, e, seus professores, não devem se prender ou voltar todas as suas atenções para a questão da surdez que atinge seus alunos (ou a si mesmo), mas a toda a complexidade que eles, como humanos, têm.

Às vezes nós, professores, esquecemos disso. Mas, basta a gente se olhar um pouco, ao querer mais justiça e compreensão do mundo sobre nossos próprios problemas, dificuldades, diferenças e necessidades que percebemos o quanto nossa visão sobre o outro precisa ser reformulada e ampliada constantemente

Falando em inclusão, sugiro um blog ótimo que eu encontrei: http://inclusaobrasil.blogspot.com/ Com diversos materiais, reportagens, artigos, vale a pena ser visitado sempre!
E um grande abraço para a dona dele, Marina S. Rodrigues Almeida! Parabéns, Marina!

23 de set de 2008

Vestibular especial - UFRGS


Estarão abertas, até o dia 15 de outubro de 2008, as inscrições para o Vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 2009 para portadores de necessidades especiais. Os formulários de inscrição e demais informações podem ser acessados pelo site http://www.vestibular.ufrgs.br/. Os vestibulandos especiais, se solicitado, podem receber atendimento especial em prédio com acessibilidade, fiscais com conhecimento em LIBRAS, tempo adicional para realizar a prova, entre outros direitos.

Se inscreva e participe!

As dificuldades da Inclusão de surdos no Ensino Superior

Repassando notícia...
Fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=774236&tit=Alunos-surdos-sofrem-em-sala

Alunos surdos sofrem em sala
Mesmo sendo obrigatório, instituições de ensino superior ainda desrespeitam a lei que obriga a manter intérprete de sinais durante as aulas
Publicado em 09/06/2008 Pollianna Milan - Colaborou Mariana Scoz

O estudante do terceiro ano de Engenharia de Produção Civil, Caio Lúcio Ferreira Cascaes, 27 anos, usa a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar porque é surdo. Passou no vestibular da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em 2006 e, desde então, tem encontrado muitas dificuldades para conseguir compreender o que é ensinado em sala de aula. Graças aos livros comprados pelo pai, João Carlos Cascaes, ele estudou o conteúdo das disciplinas e foi aprovado em parte das matérias. A habilidade na leitura de lábios, que adquiriu em um curso de oralidade, também garantiu a permanência dele no curso. Mas, para seguir adiante, depois de inúmeros pedidos não atendidos, ele teve de recorrer à Justiça. Isso porque Caio foi privado de um direito que é de todos, o de acesso à informação e à educação: ele precisa de um tradutor e intérprete de sinais durante as aulas, o que até agora não lhe foi concedido.A dificuldade de Caio é a mesma de outros 4 mil surdos paranaenses escolarizados. Muitos entendem o que é dito por meio da oralidade, porém deixam de se comunicar quando os professores se viram para o quadro-negro. É a dura realidade da educação no Brasil: grande parte dos professores não está preparada para atender esse público, e as instituições de ensino nem sempre dão suporte aos alunos surdos, contratando intérpretes de sinais, o que é previsto em lei.
Curso de graduação em Libras é a esperança para aumentar oferta de tradutores
Desde a aprovação do Decreto nº 5626, em 2005, os cursos de formação de professores para o exercício do magistério deverão ter, obrigatoriamente, a disciplina curricular de Língua Brasileira de Sinais (Libras), a segunda língua oficial do Brasil, depois do português.
No caso de Caio, a Universidade Tecnológica vai cumprir a legislação. No próximo semestre, um tradutor e intérprete de Libras vai começar a acompanhar o graduando durante as disciplinas. Um direito que poderia ter sido garantido desde sua matrícula, em 2006. A demora, segundo o gerente de ensino e pesquisa do campus Curitiba da UTFPR, Marcos Flávio de Oliveira Shiefler, é porque a instituição pública tem dificuldade legal de contratação. “Temos que cumprir as regras das universidades federais. Só poderíamos contratar após o Ministério da Educação (MEC) liberar vagas para novos professores definitivos e, assim, fazermos o concurso público. Não poderíamos contratar pela fundação, porque caracterizaria vínculo empregatício, o que não é legal. Chegamos a ter, pela fundação, um intérprete temporário durante alguns eventos somente para atender o aluno Caio”, explica. Como o MEC liberou, neste ano, 13 vagas para a UTFPR fazer novo concurso para professores, uma delas será para a contratação de um intérprete de sinais. Shiefler lembra ainda que a Pró-Reitoria solicitou ao MEC, desde a efetivação da matrícula do aluno, a abertura de vaga de um intérprete, mas, por causa da burocracia, acabou demorando. O graduando é um exemplo de que a legislação brasileira nem sempre funciona. Desde a aprovação do decreto-lei, em 2005, e a sua regulamentação, em 2006, já se passaram quase três anos: faz um ano e meio que a lei está em vigor. Durante essa época de transição, em que as universidades deveriam se adequar, Caio ficou sem tradutor de sinais. O Decreto nº 5626 de 2005, que regulamenta a Lei Federal nº 10.436 de 2002, diz que a Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores (veja matéria no alto) e que todas as instituições de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às pessoas surdas o acesso (leia-se intérprete) a todas as modalidades de educação, desde o ensino infantil até o superior. “Infelizmente, até 2005, a profissão de tradutor de sinais não era regulamentada e não tinha uma categoria de classe”, enfatiza a tradutora e intérprete de sinais e mestre em educação, Marta Proença Siliepaz.O MEC confirma que ainda há amarras sobre a contratação de tradutores de libras, principalmente nas instituições públicas. “Ainda não existe, na carreira das universidades federais, por exemplo, o cargo tradutor e intérprete de libras, o que dificulta a contratação deste profissional”, explica a assessora técnica da Secretaria de Educação Especial do MEC, Marlene Gotti. O próprio MEC já solicitou ao Ministério do Planejamento para que sejam feitas retificações na legislação existente para, assim, o cargo passar a fazer parte do plano de carreiras das universidades. “Por enquanto sugerimos a contratação temporária, o que nem sempre é fácil de fazer. As instituições de ensino público devem prever, com um ano de antecedência, o planejamento orçamentário. E nem sempre sabem se vão ter um aluno surdo naquele próximo ano”, afirma Marlene. Em seis instituições privadas consultadas pela reportagem, a presença dos surdos é bem maior do que nas instituições públicas. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), por exemplo, ainda não há alunos surdos, e a contratação de um tradutor de sinais aconteceu apenas no início deste ano. Na Universidade Tuiuti do Paraná são 18 surdos e 15 intérpretes. Na Pontifícia Universidade Católica (PUCPR) existem seis deficientes auditivos e dois intérpretes, porque a surdez dos graduandos varia de parcial a total, por isso muitos alunos não precisam do profissional. Houve uma instituição privada de ensino, que oferta o curso pré-vestibular, que afirmou não ter alunos surdos e que nunca contrataria um intérprete porque o valor da mensalidade paga pelo aluno não arcaria com os custos do profissional. O MEC afirma que, se o aluno for prejudicado e não conseguir o intérprete após o pedido formal, ele deve procurar o Ministério Público e o próprio MEC. “As universidades não podem pensar desta maneira. O valor do profissional se dilui com as outras mensalidades. Além disso, um aluno surdo aceito atrai outros estudantes, aí o tradutor terá custo quase zero”, diz Marlene, do MEC. Outra medida que deve mudar essa realidade são os 5% das vagas das universidades públicas, que deverão ser destinadas aos deficientes físicos.

Marcelo Elias

22 de set de 2008

Agenda de Eventos - FESAI e Encontro de Professores de Surdos - UFRGS

Divulgando...

V FESAI
V Fórum de Estudos Surdos na Área de Informática terá o evento neste ano!
Dia: 28 e 29 de novembro de 2008
Local: Faculdade de Tecnologia de SENAC em Porto Alegre/RS.
Endereço: Coronel Genuíno, 130 – bairro Cidade Baixa
Horas: Sexta (28/11/2008) - somente na tarde - 13:30 às 18:00 .
Sábado (29/11/2008) - manhã - 08:30 às 12:00 e tarde - 13:30 às 18:00.

Vídeo:
http://br.youtube.com/watch?v=2XEp9G91akI

Estudantes, intérpretes, profissionais surdos e ouvintes, professores, instrutores, ouvintes, qualquer público livre poderão participar o FESAI.
Site: www.feneis.org.br/rs/fesaiv
(Atenção: O site vai demorar mais ou menos 15 min por causa da memória é pesado).
Valor da inscrição: 15,00.
Depositar no Banco do Brasil - FENEIS/RS
Agência: 0010-8
C/C: 105.065-6
Após efetuar o pagamento, é necessário enviar um fax (51) 33214334 ou scanner para enviar o e-mail feneisrs.kelen@terra.com.br tratar a financeira Kelen da FENEIS/RS com o comprovante para preenchimento do formulário do nome completo, endereço, celular e comprovante de pagamento.


Abaixo, folder do Encontro de Professores de Surdos, na UFRGS (Porto Alegre) : MEMÓRIAS, EXPERIÊNCIAS DOCENTES E NARRATIVAS NA EDUCAÇÃO DE SURDOS

18 de set de 2008

A Saúde do Surdo


Como deve ser viver em um mundo onde quase ninguém compreende sua língua? Onde você precisa de um intérprete para poder estudar, exigir seus direitos, poder cumprir seus deveres, e, muitas vezes, para poder executar algumas tarefas simples no dia-a-dia. E para ir a um psicólogo, a um médico?

Enquanto profissionais da área da saúde não se atentarem para uma palavra chamada "acessibilidade", a saúde de milhares de surdos estará comprometida. Mas graças a Deus, alguns profissionais já têm se preocupado com a saúde desses indivíduos.

Duas profissionais da área da Enfermagem realizaram um estudo chamado: AS NECESSIDADES DE SAÚDE NO MUNDO DO SILÊNCIO: UM DIÁLOGO COM OS SURDOS.

Abaixo, o resumo:

RESUMO: Trata-se de um estudo qualitativo com o objetivo de analisar as necessidades de saúde do surdo. Categorias emergentes: Necessidades de saúde Extrínsecas e Intrínsecas. A primeira relaciona-se aos aspectos educativos ou informativos sobre temas específicos de saúde, por necessidade de esclarecimento ou por curiosidade; a segunda, à comunicação, como a grande barreira no acesso dos surdos aos serviços de saúde e a discriminação no tratamento efetuado pelos profissionais. Afirmaram a necessidade de um intérprete de Libras ou profissionais de saúde que os compreendessem e fossem sensíveis quanto à integralidade e humanização. Concluímos que há necessidade de criar estratégias e políticas de saúde que visem a consolidar um pólo comum incluindo o cidadão surdo, garantindo um cuidado inclusivo, qualificado e eficaz. DESCRITORES: Pesquisa qualitativa; Educação em saúde; Estudos da linguagem.


Para acessar o artigo, [CLIQUE AQUI].


Estamos à disposição para divulgar outros estudos e assuntos relacionados a este tema.

Abraços!

12 de set de 2008

Genes associados à cegueira e surdez



Repassando notícia do site Terra...

Identificados genes associados à cegueira e surdez
Dois projetos de pesquisa nos quais participaram universidades, empresas, cientistas e laboratórios de 16 países da UE, conseguiram identificar novos genes e mutações associadas à perda da visão e audição.

As iniciativas, financiadas em conjunto com fundos europeus, pretendem contribuir para o desenvolvimento de tratamentos destinados a prevenir as duas patologias.
O projeto Evi-genoret, no qual participam 24 universidades e sociedades européias, tem como objetivo melhorar a informação disponível sobre o funcionamento da retina e os efeitos produzidos na mesma pelas mutações genéticas, os fatores ambientais e o envelhecimento.
A iniciativa, que começou em abril de 2005 e durará quatro anos, recebeu 10 milhões de euros dos cofres do bloco para a pesquisa em cinco áreas, que incluem a identificação das características genéticas e as possibilidades terapêuticas.
Já o projeto Eurohear reuniu 25 equipes para desenvolver conhecimentos relacionados com a audição, através do estudo dos genes que causam a surdez em humanos e ratos.
Até o momento, permitiu identificar 12 novos genes responsáveis pela perda auditiva.
Seu objetivo é identificar os genes responsáveis pela perda auditiva, compreender os mecanismos biológicos da audição normal e da deficiente, além de iniciar os tratamentos que permitam prevenir e curar as deficiências do ouvido.
A Comissão reconheceu em comunicado que, embora ambas as iniciativas representam um progresso na pesquisa da perda auditiva e da visual, ainda falta muito tempo para se poder contar com um tratamento nessa área.
O Eurohear e o Evi-genoret fazem parte dos projetos de pesquisa multidisciplinar a grande escala iniciados pela Comissão Européia para reunir a que há de melhor em âmbitos concretos e acelerar o progresso científico.
Segundo a Comissão, no mundo há 50 milhões de pessoas que sofrem de cegueira, número que aumentará e alcançará previsivelmente os 75 milhões nas próximas duas décadas.
Na Europa as doenças oculares ligadas à idade são a forma mais comum de incapacidade visual nos maiores de 60 anos e afetam 8,3 milhões de pessoas na UE.
Por outro lado, 10% da população européia sofre de algum tipo de deficiência auditiva, percentagem que se eleva para 40% no caso dos maiores de 75 anos.
Os resultados dos projetos foram apresentados hoje no College de France em Paris e divulgados em Bruxelas.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1733461-EI298,00.html

Ensino de Matemática para Surdos



Olá pessoal...

Quando comecei a pensar sobre o ensino de Língua Portuguesa para Surdos, e pesquisar sobre o tema, diversas questões começaram a surgir diante de mim, assim como trabalhos voltados à educação de surdos em diversas áreas. Para enriquecer os materiais disponiblizados pelo Blog, começo aqui a publicar posts voltados à demais áreas de ensino, e convido você a enviar também o seu trabalho para ser compartilhado.

Para iniciar, vou disponibilizar dois trabalhos sobre Educação Matemática para Surdos. O primeiro é um artigo sobre Jogos na ed. Matemática para surdos.
Para acessá-lo, clique aqui!

O segundo, uma interessante dissertação de mestrado que relata uma experiência de uso de origami (técnica oriental de dobradura de papéis) para o ensino de geometria com surdos. A autora é Janine Soares de Oliveira, professora e intérprete.
Para acessá-lo, clique aqui!

Obrigada!

Agenda de Setembro - 2008

Em setembro, mês que se comemora o Dia do Surdo, há diversos eventos e programações de atividades culturais, palestras e cursos sobre Cultura Surda em todo o Brasil. Abaixo, segue a programação de algumas cidades:

NITERÓI - RJ
VII Feira do Mundo dos Surdos
Local: APADA – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Audição
Rua General Andrade Neves, nº 307 - São Domingos, Niterói
Telefones: 9411-3020 (somente mensagem) 2621-4151 / 2621-5808
Programação:
Dia 05/09 – Palestra: 150 anos do INES – Instituto Nacional de Educação de Surdos
Palestrante: Solange Rocha
Horário: 13h30min as 17horas
Dia 12/09 – Experiência Bilíngüe da Creche Comunitária Professor Geraldo Cavalcanti de Albuquerque
Palestrante: Professores da Creche
Horário: 13h30min as 17horas
Dia 18/09 e 19/09 – Visitação a VII Feira do Mundo dos Surdos
Local: APADA
Horário: 9horas às 10h30min e 14 as 16horas
Basta agendar o horário para Visitação na Feira com a Diretora Jeanie ou Pedagoga Danielle
Dia 20/09 – Encontro de Usuário de Libras das 9horas as 12horas.
Dia 21/09– Passeata do Orgulho Surdo. A concentração será na APADA as 08h30min, com previsão de encerramento as 10horas em frente a Reitoria( UFF- Praia de Icaraí )
Dia 22/09 – Cinema Para Todos! Para encerramento deste mês de comemorações, estaremos exibindo duas sessões de cinema onde veremos atuações de atores surdos.
1ª Sessão 09h30min / 2ª Sessão 14h30min - Escolha seu Horário!!
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PELOTAS – RS

ENCONTRO DE SURDOS dia 26 DE SETEMBRO
Local: Auditório Inteiro – Colégio Municipal Pelotense
PROGRAMAÇÃO
8:30H Abertura
9H Apresentação Cultural - Alunos de Colégio Municipal Pelotense
9:30H Dinâmica -Aline Kaster
10H História dos Surdos de Colégio Municipal Pelotense - Francielle Cantarelli Martins
10:40H INTERVALO
11H Dinâmica - Francielle Cantarelli Martins
ALMOÇO
14H A História da Educação dos Surdos: Passado – Presente – Futuro - Fabiano Souto Rosa
14:30H Jogo: QUIZ
Encerramento: Com bolo e suco

Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=IN8aVijabLU
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JUNDIAÍ - SP







Se você quiser divulgar, gratuitamente, no Blog Vendo Vozes a programação de sua cidade/instituição para o Dia do Surdo, escreva para: vanessadagostim@gmail.com

Abraços!

2 de set de 2008

É preciso adaptar o conteúdo web para Surdos


Repassando o artigo publicado no site Orange Cab no dia 01/09/2008.







É preciso adaptar o conteúdo web para Surdos
September 1st, 2008
Estava lendo os meus RSSs, e como sempre, deixo o melhor por último: lá fui eu para o feed do A List Apart.
Sempre pensei na adequação do conteúdo para cegos, por exemplo. Mas para os Surdos, o meu pensamento sempre foi: “Mas se eles lêem, qual a dificuldade?” Existem várias. E alguma inadequações.
Várias pessoas, na internet, escrevem “kd vc?”, por exemplo (o que eu detesto). Para pessoas que ouvem, é fácil perceber a representação fonética: “kadê vecê?”. Nós sabemos como é o som do “nome” das letras. Mas para um Surdo que nunca escutou? Isso não costuma ser viável.
Outra coisa: para muitos Surdos brasileiros (não todos, infelizmente), o português é a segunda linguagem. A primeira é Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). E no geral, como ele não ouve, mesmo que não saiba libras, o surdo sempre terá um referencial mais visual das coisas. Portanto é preciso fazer um design “DeafFriendly“, pois os detalhes farão muita diferença.
Esse design, cujas diretrizes eu não tenho, ainda precisa ser aperfeiçoado. Creio que o OrangeCab não tem um design “DeafFriendly“, assim como a maioria dos sites e blogs. E qual o peso disso? Imagino que para um Surdo, um design seja mais que beleza, organização e equilíbrio. Sua percepção visual mais apurada, necessita de ícones e símbolos com mais significado, que despertem o interesse e prendam a atenção.
Como uma música é usada, muitas vezes, para completar a parte emocional de um texto ou imagem (estática ou em movimento), um Surdo também tem essa necessidade de complementação, que na web, só pode ser feita visualmente. Portanto, é preciso se adaptar.
Conforme a base de internet aumenta no Brasil, aumenta a necessidade de nos preocuparmos com assuntos alheios a nossa rotina.
Com grandes audiências, vêm grandes responsabilidades.

PPT sobre Educação de Surdos


Quero agradecer a todos os educadores do município de Vale Verde que estão fazendo a capacitação da SMEC do município, e acompanharam no dia 26 de agosto a minha apresentação sobre Educação de Surdos. Obrigada pelo carinho e atenção.

Disponibilizo abaixo a apresentação em Power Point feita especialmente para esse dia. Os conceitos estão bem básicos, e muita coisa eu complementei "oralmente", ou com outros materiais que levei, mas dá pra ter uma base, e servir de ajuda para aqueles que tem a mesma tarefa que eu.


Para acessar o arquivo [CLIQUE AQUI].


Abraço a todos,

Vanessa.

1 de set de 2008

Mostra de Cinema no MAM

Divulgando...
Em setembro, mês em que se comemora o dia internacional dos surdos, a Cinemateca de MAM juntamente com o Centro de Integração de Arte e Cultura dos Surdos (CIACS) apresenta uma mostra de filmes legendados sobre o tema , bem como uma pequena apresentação do Teatro Brasileiro de Surdos.
  • Dia 25 as 18h30 - Filme O país dos surdos
  • Dia 26 as 18h30 - Filme O mar mais silencioso daquele verão
  • Dia 27 as 16h - Filme Os cinco sentidos
  • 18h - Apresentação do Grupo de TBS - Teatro Brasileiro de Surdos
  • Dia 28 as 16h - Filme O milagre de Anne Sulivan -18h - Filme Os filhos do silêncio
  • Local: MAM - Museu de Arte Moderna - Avenida Infante Dom Henrique 85, Parque de Flamengo - Rio de Janeiro

Ensino de LIBRAS para ouvintes


Olá pessoal!

Bom, a comunidade surda não é formada apenas por surdos, mas por todos aqueles que se envolvem com temáticas relativas à surdez e à língua de sinais, na minha opinião. Se incluem nesse grupo familiares de surdos, profissinais (professores, intérpretes, psicólogos, fonoaudiólogos, etc), amigos, pesquisadores....

Por isso creio que seja interessante que essas relações, envolvendo surdos e ouvintes na comunidade surda, sejam analisadas em pesquisas acadêmicas, por exemplo. Disponibilizo aqui uma importante pesquisa na área, que investigou a interação entre um professor surdo e seus alunos ouvintes, em um curso de LIBRAS para ouvintes, cenário bem conhecido para quem se interessou em aprender a língua de sinais brasileira.

Abaixo, o link e os dados da pesquisa:



Gesser, Audrei. “Um olho no professor surdo e outro na caneta” : ouvintes aprendendo a Língua Brasileira de Sinais / Campinas, SP :2006.

Para acessar o arquivo, [CLIQUE AQUI]



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Também quero aproveitar e mandar um abraço a todos aqueles que visitam esse blog, mandam e-mails, sugestões, pedidos de materiais, etc...

Abraços para: Laura Kümmel, Luciane Rangel, Heloise Gripp, Thaís Fleury, e João de Souza.

Até mais!!!